O JORNAL DO CAFÉ · MATCHA & CHÁS
O latte matcha: por que todo mundo fala sobre ele (e por que isso é justificado)
Abril 2026 · 5 min · Carrera Café · O Jornal do Café
O matcha não é uma tendência: é uma tradição milenar revisitada
O latte matcha está em toda parte nas redes sociais, nos cardápios dos cafés descolados, nas mãos das pessoas que caminham pelas ruas do Vieux-Québec no verão. Mas antes de ser uma tendência do Instagram, o matcha é um pó de chá verde japonês com raízes profundas na cultura zen e na cerimônia do chá. O que é novo é seu encontro com o leite espumoso ocidental. E esse encontro, quando bem feito, é notável.
O matcha de qualidade é cultivado à sombra nas últimas semanas antes da colheita. Esse processo desacelera a fotossíntese e concentra a clorofila, a L-teanina e as catequinas na folha. O resultado: um pó de um verde profundo, quase fosforescente, com um sabor umami distinto, levemente amargo, herbáceo e doce ao mesmo tempo.
Por que o latte matcha conquista tanto
A popularidade do latte matcha se deve a vários fatores que convergem perfeitamente com o que as pessoas procuram no momento. Primeiro, a estética: essa cor verde intensa sobre o fundo branco do leite cria um visual imediatamente reconhecível e muito fotogênico. Mas seria redutor vê-lo apenas como imagem.
O matcha contém cafeína, mas em associação com a L-teanina, um aminoácido que modula os efeitos estimulantes. O resultado é uma energia mais estável, mais suave, menos abrupta do que aquela que às vezes provoca um espresso curto. Para quem gosta de se manter alerta sem ficar agitado, é uma alternativa muito bem aceita.
E depois há o sabor. Um bom latte matcha bem preparado tem uma complexidade que poucas bebidas alcançam: o amargor vegetal do matcha, a doçura natural do leite bem espumado, e quando se adiciona um leve xarope de baunilha ou mel, obtém-se algo que parece uma conversa entre duas culturas muito diferentes que decidem se entender.
Cerimônia vs café: duas formas de viver o mesmo pó
Na tradição japonesa, o matcha é preparado com água quente (nunca fervente, idealmente em torno de 70-75°C) e um batedor de bambu chamado chasen. O gesto é lento, circular, quase meditativo. Obtém-se uma bebida espumosa, direta, sem leite.
O latte matcha ocidental substitui a água por leite quente ou frio espumado. É uma adaptação, não uma traição. Torna o matcha mais acessível para quem está descobrindo a bebida e mais interessante para quem quer explorar suas nuances com um suporte cremoso. Ambas as abordagens são válidas. Elas respondem a momentos diferentes.
O que faz toda a diferença é a qualidade do matcha usado. É preciso escolher um matcha cerimonial ou culinário de alta qualidade, de um verde vibrante, com sabor que se mantém frente ao leite.
Quente, gelado ou com um toque de baunilha?
O latte matcha se adapta a todas as temperaturas e estações. Quente no inverno, servido em uma caneca grande com uma nuvem de leite espumado por cima: é reconfortante e elegante ao mesmo tempo. Gelado no verão, em um copo grande com leite de aveia e cubos de gelo: é a bebida perfeita para uma tarde no Petit Champlain quando o sol bate nas pedras.
Alguns adicionam baunilha, canela ou até uma pitada de sal marinho para realçar a doçura. Outros preferem puro, sem adição, para apreciar o matcha em toda sua integridade. Em todos os casos, é uma bebida que merece um momento dedicado.
O matcha no Carrera Café
Não incluímos o latte matcha no nosso cardápio porque está na moda. Incluímos porque é uma bebida que corresponde à nossa forma de pensar: precisão na escolha dos ingredientes, atenção na preparação e um resultado que justifica o esforço. Venha nos visitar no Petit Champlain e deixe-se convencer.
Quer descobrir nosso latte matcha?
Encontre-nos no Petit Champlain, no coração do Vieux-Québec.
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